PROTÓTIPOS VIRTUAIS / ROBOTS PARA MEDICINA CIRÚRGICA

MQ: “Isto faz-me lembrar os jogos do tipo eyetoy, onde a componente física é um requisito e a “comunicação” estabelecida envolve participação activa do corpo humano como um todo. O mais curioso ainda é que jogos deste tipo tb apelam para o envolvimento dos jogadores em estratégias não competitivas, antes implicam uma cooperação ao nível físico e mental!
Mas as aplicações terapêuticas dos videojogos em casos em que o corpo se encontra aparentemente impossibilitado de interagir superam as minhas expectativas”.
MQ, das interfaces de realidade virtual mais estranhas que problematizam a questão do corpo e do seu interior/exterior são as usadas nas micro cirurgias em que o cirurgião está fora do corpo a interagir com o tecido que está dentro desse corpo. A tecnologia e as interfaces virtuais combinadas com manipuladores robóticos refazem a relação entre cirurgião e paciente e permitem graus de liberdade nos movimentos e gestos dos médicos. Esta possibilidade fecha a distância entre dentro e fora do tecido humano pois o cirurgião está a agir fora do corpo com efeitos dentro deste. A escala da interacção também é alterada pois é possível aumentar o tamanho da representação e agir de acordo com essa ampliação em aspectos do corpo invisíveis ou em escalas muito reduzidas. Em paralelo, a simulação e o ensaio podem ser usados para experimentar vários tipos de interfaces e robots mecânicos e assim reduzir o tempo e o custo de um complexo ciclo de engenharia e design (link). Eduardo mãos de tesoura, não?

