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September 4th, 2006

ARTEROIDS_GAME ART 2.5_0

Posted by mouseland in game art

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Arteroids 2.03 é “um jogo literário para a web”, uma “batalha da poesia contra ela mesma e contra as forças do tédio”. O autor Jim Andrews no artigo “Language explosion: poetry & entertainment in _ arteroids_2.50”, publicado em Gamers (2004), descreve-o como um shoot-em-up on-line relacionado com o clássico jogo de arcada Asteroids. Em Arteroids o jogador comanda um pequeno texto (identidade_id) sendo que no game mode a palavra base é poesia e no play mode esta é desejo ou, em alternativa, é possível o jogador inserir a sua própria palavra. O jogo é uma tentativa de destruir grupos de palavras que nos tentam aniquilar em explosões animadas de letras e sons num ambiente imersivo que apresenta diferentes tipos de níveis jogáveis. A questão mais curiosa em relação a este jogo/poema é que à semelhança de outros trabalhos na área das artes digitais / game art (jodi.org é outro exemplo flagrante) o projecto tem sido apresentado e distribuído nos mais diferentes contextos embora tenha tido mais relevância em ambientes de arte digital e literária. Para o autor, este aspecto relaciona-se com o impacto do seu statement que tem mais relevância como peça de arte digital/literatura do que como peça de entretenimento embora o autor tenha grande orgulho pela significativa distribuição do projecto no quadrante dos game studies. Diz-nos Andrews: “até certo ponto, Arteroids é sobre as diferenças e as semelhanças entre jogo e arte, que encontram a sua intersecção no conceito de brincadeira. Quando brincamos estamos de forma criativa envolvidos num processo que guia a nossa actividade criativa mas onde também temos autonomia” (Andrews, editado por Shanna Compton in Gamers, 2004: 221). Este processo pode ser implementado no jogo de forma a tornar a nossa experiência numa brincadeira mais significativa. 

Arteroids tem uma dinâmica que não está resolvida e que é uma fonte de energia contínua: os conflitos entre jogo e arte, entretenimento e arte, cultura popular e arte. Eu tentei explorar estes aspectos fazendo um verdadeiro jogo de computador e não um falso jogo de computador. Assim, estes conflitos são experienciados de forma dramática” (Andrews, 2004: 224). 

Andrews questiona a diferença entre entretenimento e arte dizendo-nos que “ambas as “situações” envolvem a maioria das vezes uma ficção, fazer-de-conta-que, uma simulação e um jogo. Ambas as “situações” normalmente envolvem uma história ou uma narrativa. Ambas nos remetem para contextos artísticos e/ou de design etc. A diferença parece residir no equilíbrio e grau a partir do qual o trabalho confronta os assuntos e problemáticas sobre as quais pretende reflectir; o grau a partir do qual questiona as assunções do mundo que cria ou simula; a intensidade do seu envolvimento com o mundo e com a linguagem e as zonas de cinzento que é capaz de distinguir; a intensidade e consequência do drama humano que revela; a visão social e individual que desenha. Todos estes factores contribuem para distinguir entre arte e entretenimento. Mas a arte pode ser entretenimento” (Andrews, 2004: 222); a natureza do divertimento abre ao jogador/escritor/leitor - wreader [wreader = writer/reader] – o mundo e os seus dramas  confrontando-o e não o isolando numa fantasia. 

“O meu sentimento é que a síntese dos media e das artes, incluindo texto, em uníssono com a programação e domínios artísticos como os jogos de computador, altera tudo de uma certa forma, limitando e expandindo os universos de formas que desafiam e geram a linguagem dos novos media” (Andrews, 2004: 222).

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