GET IT LOUDER! BEIJING_2007




Get it louder é um projecto que surgiu em 2005 no OCT (Contemporary Art Terminal) em Shenzhen, seguiu para o CITIC em Shanghai e para o Centro de Arte de Xingfucun em Beijing. Em 2007 uma nova estratégia foi pensada pelos comissários da exposição anterior (Jiang Jian, Qian Qian, Ji Ji e Ou Ning) e a mostra de jovens criadores instalou-se em quatro centros comerciais de quatro cidades distintas: Guangzhou, Shanghai, Chengdu e Beijing. Get it louder’07 esteve até ao dia 1 de Setembro em Pequim onde tive o prazer de descobrir o “seu mapa do tesouro” e procurar pelos meandros do espaço comercial na zona do SOHO Shangdu. Para a audiência a proposta é simples: deixar que esta descubra as várias instalações entre as lojas e, à maneira de uma pesquisa no Google, é necessário ir a muitos lugares antes de se encontrar o parque de estacionamento ou o underground B4.
Get it louder’07 é uma mostra sobre ruído visual produzida e patrocinada pelo movimento Modern Media (juntamente com o British Council e a Japan Foundation). A exposição foi instalada numa das mais interessantes zonas de Pequim, o distrito de Chaoyang onde fica o Soho, e conta com uma representação significativa de artistas chineses (mais de 150) e ingleses, entre outras nacionalidades menos representadas (França, Holanda, Malásia, etc.). Jovens designers e artistas mostram, através desta plataforma, trabalhos na área do design gráfico, ilustração, moda, arquitectura, artes interactivas e plásticas. Os organizadores da exposição ao instalarem a mostra num centro comercial pretendem questionar a sacralização da arte em galerias, museus e bienais e “acreditam que a presença de uma exposição artística num espaço tão alargado de consumo quebra o modelo tradicional de apresentação criando possíveis contactos entre o mundo da arte e uma população mais alargada que normalmente não visita exposições de arte contemporânea” (Lin Qi, China Daily, 24.08.07). A ideia é fundir o espaço de consumo, em grande crescimento na China desde a década de noventa, com o espaço de exibição artística. Neste contexto, os artistas mostram o seu trabalho e entram na vida das pessoas por acidente enquanto estas se dedicam a práticas de lazer e consumo. A mostra é uma tentativa de tocar as pessoas de uma forma menos rígida do que através de uma educação mais ortodoxa.
Em termos criativos os responsáveis pela organização focalizaram-se em áreas artísticas como o design, o cinema, cultura visual e inovação social privilegiando projectos que reflectissem dez temáticas distintas. Assim, as palavras-chave foram as seguintes: estratégia urbana, novo materialismo, bioestética, tradição comunitária, e-topia, guerilla cultural, memória colectiva, perpétuo sonho, som em movimento e apresentações caseiras.


No primeiro andar do edifício comercial encontramos a mostra de arquitectura produzida através de maquetas em Lego, Building Asia Brick by Brick. Aqui visualizamos várias vitrinas com modelos de edifícios diversificados criados por ateliers como o Bow-wow de Tóquio ou o Map Office de Hong Kong. Dispersas pelo centro estão diversas obras mas o grande aglomerado de peças está todo no parque de estacionamento algures nos confins do centro comercial. Na loja de merchandise da exposição, logo à entrada do centro, recolhe-se o “mapa do tesouro”, um folheto bem desenhado com a localização geográfica das peças mas mesmo assim não é fácil chegar ao parque de estacionamento pois por mais que se pergunte em inglês ninguém nos consegue auxiliar. A barreira da língua é terrível. Depois, de repente, encontramos o elevador que nos leva ao sub solo e à exposição de artes visuais. Um lugar insólito algo irrespirável onde encontramos os 108 robots de Xiao Hua, a Lightning Babe de Lulu (Li Xinlu), ambos de Beijing, o trabalho em vídeo do japonês Tsujikawa Koichiro e a projecção evolutiva sobre loiça (pratos e taças) de Daniel Brown de Londres. Fukuyama Masahiro está no piso 1F juntamente com as esculturas de Zhou Beili de Shangai. Que estas plataformas, em resposta ao crescente e desenfreado crescimento económico na China contemporânea, façam cada vez mais ruído.


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Uma outra visão sobre esta mostra: http://www.we-make-money-not-art.com/archives/009797.php
xxx mouse
great post! thanks…