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January 27th, 2010

IPA NUMA MANHÃ DE SÁBADO

Posted by mouseland in divulgação, mouse conf., enigmas

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No passado dia 16 de Janeiro, Sábado de manhã, fiz, a convite de António Sousa Dias, uma apresentação do meu trabalho aos alunos da Licenciatura em Produção Multimédia Interactiva do IPA (Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos). Esta apresentação teve aproximadamente uma hora e partia do tema “Interacções/Transconceptualidades” enquadrando-se na disciplina de Estudos de Espaço, Tempo e Movimento. Da mesma jornada fazia parte uma intervenção do cineasta/escritor/professor António de Macedo que introduziu as categorias clássicas de divisão das artes, i. e., artes do espaço (arquitectura) versus artes do tempo (música) e assim se salientou a importância de considerar o cinema mas também as artes plásticas como artes simultaneamente do espaço e do tempo. Considerou-se ainda que as antigas distinções são impossíveis de manter nos dias que correm pois não dão conta de aspectos transversais entre os diferentes media. Neste contexto, sugeriu-se que o cinema nos remete para a nossa época mesmo quando retrata outros períodos históricos. As roupas de um filme sobre os anos trinta do século passado, quando filmadas nos tempos actuais, dizem-nos tanto sobre a época passada como afirmam inúmeras coisas sobre o tempo presente. As estratégias do realismo cénico foram inquiridas e o realizador português mostrou a sua obra Almada Negreiros, Vivo Hoje, de 1969. Com um sentido crítico apurado a comunicação de António de Macedo foi bastante inspiradora, nomeadamente na forma como alertou os alunos para as práticas nacionais de ocultação daqueles que se destacam, numa tentativa de os tornar invisíveis. Assim, segundo Macedo, quando alguém faz uma coisa bem feita em Portugal não é normal que outra pessoa tente superar esse feito competindo mas é antes comum fingir que essa pessoa não existe. Quarenta anos depois da realização do filme sobre Almada Negreiros o estado-das-coisas no nosso país, sob esta perspectiva, é semelhante. Usando as expressões “para cá de Badajoz” e “para lá de Badajoz”, o cineasta português, assinalou a importância de sair do marasmo nacional para compreender as dinâmicas da criatividade e da arte.

November 30th, 2009

ARSGAMES 09_MADRID ME MATOU!

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A viagem a Madrid correu bastante bem e, curiosamente, fiquei com vontade de lá voltar brevemente mas com tempo para divagar. Madrid recordou-me imenso Paris, nem sei bem porquê, se calhar porque estou a precisar de ir a Paris, onde vivi um ano há quase vinte anos… puro saudosismo e crise de meia idade? Cheguei à noite à capital espanhola e fiquei instalada na Puerta de Toledo, uma praça bem perto de La Casa Encendida, onde tinha que ir no dia seguinte falar. A estada foi muito, muito curta. No dia 20 de Novembro consegui fazer o programa completo do ARSGAMES 09 mas sábado já estava de partida. Vi o vídeo (machinima) do colectivo Les Riches Douaniers: ”Sonate pour la desesperance d’un petit heros”. Dei a minha conferência. Ouvi a conferência de Moisés Mañas da Univesidade Politécnica de Valencia, investigador no Laboratório Luz que funciona desde 1990. Uma apresentação interessante centrada nas instalações do laboratório de cariz interdisciplinar, uma raridade, segundo compreendi depois, em conversa com o autor, tanto em Portugal como em Espanha. Seguiu-se a mesa redonda com participação de José Luis de Vincente, Flavio Escribano e Javier Candeira, uma interessante mostra de projectos / exposições na área dos playable media. José Luis de Vicente mostrou o seu trabalho de coordenação no projecto ARCADIA, um espaço expositivo interactivo no centro de arte Laboral. Flavio Escribano reflectiu sobre a mostra, “Over the Game”, que organizou para o espaço Iniciarte. Finalmente, Javier Candeira apresentou “Estação Futuro”, uma experiência sobre jogos independentes no espaço do Matadero-Intermediae. No final das apresentações seguimos directamente para os concertos, dee-sign/addsensor e Wicked Wanda. Depois de umas ”canhas” acompanhadas por umas batatas fritas e torresmos fomos directamente para o hotel. O dia seguinte foi já um dia de viagem e infelizmente não pude assistir à mesa redonda que juntava Andreas Lange, Mathias Fuchs e Daphne Dragona.

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La Casa Encendida é um espaço inaugurado em 2003. Lara Sanchez Coteron ofereceu-me o catálogo da exposição “Try Again” organizada o ano passado neste espaço e que aborda a área dos playable media e dos jogos. No dia seguinte, voltei para casa com um saco cheio de especialidades espanholas, com a sensação boa de ter voltado de Madrid, como acontecia na minha infância e adolescência, quando Madrid já tinha muito mais a oferecer do que Lisboa. Depois, Lisboa despertou nos anos noventa e as coisas andavam melhor. Agora, parece que voltámos a “meter” a cabeça debaixo da areia. Por todo o lado, por lá, estão iniciativas que reflectem e aprofundam áreas que por cá nem se ouvem falar ou são coisas “nerd”. Os meus agradecimentos a Flavio Escribano pelo convite, acolhimento e viagem.

October 29th, 2009

RIO DE JANEIRO_OUTUBRO_09

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Este blog tem andado com falta de novidades e, por isso, vou fazer um condensado de reflexões, considerações, divagações… Tenho andado literalmente “entalada” em matéria de trabalho. O semestre a começar em força e a viagem ao Rio de Janeiro deixou-me bastante debilitada fisicamente por diversas razões. Este último fim-de-semana consegui, finalmente, fazer boas refeições e dormir profundamente horas suficientes para manter os níveis de adrenalina elevados. Passei a noite da véspera da viagem para o Rio de Janeiro a preparar a sinopse da minha próxima apresentação em Madrid. Nada melhor para ajudar a passar a noite, que já tinha que ser em branco, uma vez que a partida era de madrugada. Assim, no próximo dia 20 de Novembro vou apresentar a comunicação Beyond Art: Digital Aesthetics and Gameplay, advogando que: Gameplay is a core concept in digital aesthetics and can be helpful for us to understand how digital games are beyond art and is the best cultural artefact to speak about digital aesthetics. Taking into account Brian Sutton-Smith statement: “where once art was at the center of moral existence, it now seems possible that play, given all its variable meanings, given the imaginary, will have that central role” (Sutton-Smith, 1997: 144), this presentation will focus on art games, retro games and machinima but also games from the industry to express some perspectives about gameplay and aesthetics. Tenho uma hora para defender esta tese. Mais informações aqui e aqui. Agradeço, desde já, o convite que me foi endereçado por Flavio Escribano do Ars Games, redefining arts & videogames, para participar neste evento: Game Art & Game Studies International Festival.

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No avião para o Rio conheci uma suíça que se sentou ao meu lado devido ao frio gelado do ar condicionado. Bastante simpática mas algo preocupada com as férias que tinha escolhido no Brasil, tudo por causa da segurança. Trocámos algumas ideias e penso que terá ficado mais descansada. Suspeito que existe alguma relação entre o arrefecimento dos aviões e a gripe A pois na semana anterior o P. voou para São Paulo e queixou-se do mesmo problema. Mas nada que possa provar, portanto, mais vale abandonar o assunto. A viagem foi pacífica mas no avião presenciei duas quedas em “poços” de ar daquelas coisas que deixam qualquer pessoa nervosa. Fiquei muda e hirta a olhar para a Monique que teve a mesma reacção que eu. O modelo do avião da Ibéria, onde viajei, não tinha ecrãs de vídeo e jogos individuais pelo que qualquer hipótese de ver filmes ficou logo gorada. Como não estava capacitada para ler acabei a dormitar de forma intermitente.

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Cheguei ao Rio de Janeiro era noite cerrada e a procura de um táxi foi no mínimo hilariante. Cinco senhoras gritam aos turistas, dos quatro ou cinco guichés disponíveis no aeroporto, a oferecer os serviços de táxi. Depois, é só pagar e procurar o táxi que nos calhou na rifa. No meu caso, um rapaz veio ter comigo mas claro que, bem desconfiada, não lhe passei a mala para a mão sem confirmar a cor do veículo que tinha ao meu dispor. O código era: frota azul, vermelha, preta ou prata. A frase queria dizer pouco e o sistema é totalmente falível mas o rapaz ainda teve que me apresentar o logótipo na camisa. Lá “embarquei”, com um senhor de idade, bastante simpático, e passei por uma fila de trânsito assinalável até chegar ao Rio. As favelas vão desfilando e à noite o cenário é mesmo fantasmagórico.

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Chegar ao hotel em Copacabana foi um conforto imenso e adormeci depois de devorar o resto de uma sandes que trazia comigo desde madrugada. Na manhã seguinte, debaixo de chuva, lá fui até à PUC, de táxi, tentar regularizar a minha inscrição, e a de um colega, no simpósio, uma vez que em Lisboa tinha sido impossível a Universidade fazê-lo pois a organização não aceitava transferências bancárias. Iniciei a minha escalada pelo surrealismo… O evento também não aceitava pagamentos Visa e nenhum dos bancos, Santander, Itaú, Banco do Brasil, entre outros, no interior da universidade, permitia o levantamento com cartões Visa. Depois de “implorar” aos “capangas” da segurança dos bancos inúmeras vezes para entrar nas suas dependências no sentido de verificar outras possibilidades, lá percebi que tinha que ir chorar a minha entrada naquele dia e voltar lá no dia seguinte com a quantia da inscrição em dinheiro. Ora, andar com dinheiro “vivo” no Brasil é quase tão mau quanto andar com um Visa Electron mas o P. chegava no dia seguinte e seria a minha salvação porque, para mim, ir procurar um banco em Copacabana e andar por ali a testar levantamentos era impensável. Aprendi, nos meses de estada em São Paulo durante três anos, que há coisas no Brasil que só se fazem quando têm mesmo que ser feitas e a organização tinha que resolver a minha situação senão ficavam sem “palestrante” por vinte minutos. Assim aconteceu. Fui ao balcão de atendimento do Sbgames 09 e convenci a senhora a dar-me acesso nesse dia que voltava lá no dia seguinte para fazer o pagamento. Nesta fase já tinha lutado comigo própria, e com os meus nervos, muitas vezes, e permanecer, a apanhar chuva, entre cá e lá, nos edifícios da PUC, a resolver coisas insensatas, foi suficiente para ter vontade de abortar a missão mas, finalmente, lá me aguentei.

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Depois, quando olhei para o mapa, com os vários sítios dos eventos, que finalmente me forneceram juntamente com o crachá mas sem os restantes materiais, percebi que encontrar o lugar onde teria que estar ia ser mais uma aventura. Perguntei, perguntei, ninguém sabia de nada… até que, finalmente, depois de muita subida e descida de escadas lá cheguei. Tinha imenso tempo mas decidi não arredar pé pois começava a sentir os efeitos do jet lag. No espaço das apresentações estava a decorrer outro evento qualquer e a sala estava ainda cheia. Fui logo avisada que aquilo ia atrasar bastante mas, nesta altura, já estava pacificada à espera da hora de cumprir a missão e de me “pisgar” para o hotel. O resto da tarde decorreu dentro da normalidade num evento destes. Encontrei a Lynn Alves e conheci dois portugueses da Universidade de Coimbra que, muito simpáticos, me vieram avisar que estava tudo atrasado. Falei, recebi felicitações, ouvi as outras intervenções e, por volta das 19h, decidi regressar ao hotel pois já não aguentava estar mais tempo sentada depois do voo da véspera. Decidi abandonar a sala cedo demais segundo percebi mais tarde. Perante uma noite cerrada e muita chuva, pedi ao porteiro da universidade para me arranjar um táxi. Enviou-me para uma fila de pessoas enorme e, claro, momentos depois pude constatar que só arranjava táxis às pessoas que conhecia enquanto nós, na bicha, os víamos passar à nossa frente. Apanhei uma molha, esperei uma hora e, o pior, estava bastante frio e eu não estava assim muito agasalhada.

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Quando cheguei ao hotel dei 4 reais de gorjeta ao taxista que me levou com bastante rapidez e empenho da Gávea a Copacabana, uns 40 minutos, estava tudo parado… Fui num carro a cair de podre mas com uma excelente banda sonora. O senhor sorriu nitidamente perante o exagero da minha gorjeta e disse-me que o problema daquele dia é que as ruas estavam todas entupidas devido à chuva que não parava. Cheguei ao hotel e pedi uma deliciosa canja, como só os brasileiros fazem e que é quase tão boa quanto a nossa, hehehe, e uma “pasta”. Tudo no quarto. Não tinha energia para sair e adormeci a ouvir as notícias.

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Sexta-feira, dia 9 de Outubro, o P. chegou de São Paulo logo às dez da manhã e foi regularizar as coisas comigo à PUC. Fui mostrar-lhe as instalações e o refeitório da Universidade e tentei falar com algumas pessoas da organização, em vão, ninguém sabia onde estavam ou quem eram. O mesmo “número” da véspera. Continuava a chover copiosamente e por isso comprámos umas pastas para proteger os materiais da inscrição. Falámos com dois “rapazes” da Trinigy (GmbH e Brasil) e circulámos por lá. O regresso ao hotel foi mais fácil porque ainda era dia e à noite fomos jantar a um restaurante tradicional japonês, Azumi, nas redondezas do hotel. Uma experiência gastronómica que recomendo vivamente para quem foi ou vai ao Rio de Janeiro. Ainda nos sentámos no bar do rés-do-chão do nosso hotel antes de deitar mas o ambiente não era muito recomendável. Pelo que me dizem, acho que é assim em Copacabana por todo o lado, e logo nos lembrámos porque é que da outra vez tínhamos ficado em Ipanema, com a favela muito mais presente, mas sem esta aura decadente de droga e prostituição. O hotel era de um “padrão” elevado, como dizem os brasileiros, escolhido “a dedo” e nada barato e mesmo assim… Nesta fase, e depois de várias viagens pelo Brasil, já interiorizei bem o verdadeiro significado da expressão “gato-por-lebre”. Em poucos minutos conseguimos ver um ataque de prostitutas aos turistas do nosso hotel, a tentativa do porteiro bloquear a entrada das referidas senhoras no lobby deste, uma passagem de droga… Nunca tinha visto nada tão descarado na vida. Um rapaz foi embaraçosamente assaltado por uma senhora que lhe começou a disparar beijos na cara e na boca e o mesmo, estupefacto, teve que a enxotar, sem dó nem piedade. Deprimente q. b..

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No dia seguinte, ainda debaixo de chuva, fomos visitar o MAM, Museu de Arte Moderna, e vimos umas exposições interessantes. Jantámos no restaurante do hotel, com uma vista maravilhosa da praia deserta, devido ao mau tempo, de Copacabana. Na manhã seguinte tomámos o pequeno-almoço com um casal de amigos de São Paulo e partimos para o aeroporto. O taxista que nos levou disse-nos que não tinha memória de ver tanta chuva seguida no Rio de Janeiro. Só na manhã da partida é que fez sol. A minha segunda ida a esta cidade fez-me pensar em algumas coisas relativamente a São Paulo: no Rio de Janeiro os “sucos” de fruta são mais frequentes e melhores; o Rio fica muito mais bonito sem gente por todo o lado e a praia parece mágica vazia mas, a cidade sendo muito mais charmosa que São Paulo, continua, para mim, sem a mesma magia, talvez devido aos negócios… Em São Paulo parece haver uma cultura de maior exigência; o Rio de Janeiro é mais cosmopolita, afirma-se como a capital cultural do Brasil, será que é? O turismo dá-lhe vida, sem dúvida, mas parece em muitas coisas uma cidade provinciana. Ok, confesso. Para mim nunca será uma metrópole maravilhosa e estava à espera de ver muito mais entusiasmo em relação aos Jogos Olímpicos de 2016. Acho que as pessoas percebem bem os inúmeros problemas que têm pela frente e devem ainda estar aterradas com a perspectiva. O aeroporto é um evidente espelho da cidade e a cena dos balcões de táxis, com as diversas senhoras aos berros à cata do cliente, é tão surreal que parece que chegámos ao fim do mundo. Não sei se é porque não tenho muita sorte com as minhas viagens ao Rio de Janeiro, se a cidade é apenas algo superficial para mim ou, se tudo me escapa sempre porque São Paulo é, de facto, mais interessante na sua estrutura caótica. A viagem ao Rio teve o efeito de me levar de volta a São Paulo. As fotografias do Rio de Janeiro foram todas tiradas em 2003, com sol. As fotografias em baixo são de São Paulo, uma cidade onde vivi uns tempos e onde um dia vou voltar.

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Em Madrid fiquei cinco horas à espera do próximo voo para Lisboa e chegar a casa foi um alívio. No dia seguinte tinha aulas para dar. Os meus agradecimentos à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (projecto infomedia) por ter financiado o meu bilhete de avião para o Brasil.

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May 31st, 2009

CLOSE ENCOUNTERS_YDREAMS_MAIO 09

Posted by mouseland in mouse conf., indústria de jogos

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Na quinta-feira passada, dia 28 de Maio, fui, a convite do Fernando Nabais, aos Close Encounters da Ydreams. Durante aproximadamente uma hora falei sobre o tema “Digital Play, Mix Media e ARGs”. Foram debatidos alguns conceitos chave da cultura digital tais como cross media narratives, playable e mix media, game e gender studies, entre outros. Neste contexto, foram introduzidos alguns casos concretos na área dos Alternate Reality Games (ARG’s) e das possibilidades de cruzamento entre os diversos meios no sentido de se gerar uma ficção participativa e uma interacção multifacetada e inclusiva em tempo real. A apresentação deu enfoque às estratégias de design centradas no participante de forma a este poder gerar parte dos conteúdos da narrativa, cooperando e competindo com outros elementos “em jogo”, e a potenciar novas configurações que podem ou não ser despoletadas pelo puppet master do sistema. Acção e Reacção on-line e off-line mediada por mensagens sms, chamadas telefónicas, objectos reais, sites, t-shirts, cartazes, performances, concertos ao vivo e manifestações de rua (flash mobs). Segundo me confirmaram depois o feedback foi bom e a experiência para mim bastante interessante. 

O novo espaço da Ydreams é impressionante e o ambiente descontraído e informal. As instalações têm uma pequena esplanada para os fumadores e para quem quiser espairecer, uma mesa de ping pong, uma sala “playstation”, garagem de bicicletas e algumas pranchas de surf pairam nas redondezas. O dia estava muito quente, uns trinta graus, e só apetecia ir para a praia, ali tão perto… Tive ainda a oportunidade de visitar a nova biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, um lugar confortável para se trabalhar e passar algum tempo, com um restaurante café e esplanada confortável, uma sala de leitura de revistas, salas de estudo e multimédia, auditório e exposições de pintura e escultura. Resta-me agradecer ao Fernando Nabais o convite para ir aos Close Encounters da Ydreams, ao André Lapa e ao Ivan Franco os comentários e acolhimento.

May 30th, 2009

MOBILE CELLS_CORNELLÀ, BARCELONA

Posted by mouseland in mouse conf., game art, viagens

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Os dias em Cornellà, Barcelona correram maravilhosamente. O P. veio comigo pelo que conseguimos fazer um fim-de-semana de trabalho (para mim) que também foi uma óptima escapadela (para os dois). Partimos quinta-feira, dia 21 de Maio às 9h30 da manhã, e a viagem correu bastante bem. Quando chegámos ao hotel, um confortável NH com piscina, ficámos satisfeitos com as redondezas e fomos logo explorar a zona. Já tinha ficado uma vez nesta cadeia de hotéis nos arredores de Madrid e aconselho vivamente, confortáveis e eficientes, design q.b., serviço discreto. Nessa tarde, a G., que está em licença sabática em Barcelona, veio ter connosco e fomos directamente para a zona 22@ ver os novos edifícios do Jean Nouvel, da Universidade Pompeu Fabra e outros. Almoçamos por lá e, depois de um saboroso menu de paelha, linguado panado e ananás regado com uma “canha” fresquinha na “Rambla del Poblenou”, fomos passear até à praia. O dia era quente mas uma atmosfera instável, que tanto anunciava uns ventos e chuva como se poderia transformar num radioso dia de sol, pulverizava o cenário e colocava-me alerta em matéria de alergias. Com o cansaço dos últimos tempos, também o meu herpes começou a despoletar ligeiramente e com o raio do zovirax no limite lá entrei numa farmácia para repor o stock e tentar que a coisa não evoluísse. Há uns nove anos que não ia a Barcelona, a última vez que lá estive foi para uma ida ao Festival Sónar em 2000.

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Por volta das sete horas estávamos de volta ao nosso hotel para “um ensaio de comunicação” que neste caso implicava uma hora de conversação e que, segundo o P., me correu bem. À noite experimentámos o magnífico Masia Can Trabal, um delicioso repasto inesquecível que nos deixou K.O. e prontos para uma noite de sono. Legumes grelhados e uma carne que me deixa água na boca só de pensar no assunto, um serviço caloroso e muito atencioso, infelizmente não conseguimos voltar pois tivémos sempre outros programas igualmente estimulantes do ponto de vista gastronómico.

Ora, o dia seguinte, 22 de Maio, começou logo pelas 8h da manhã, pequeno-almoço ligeiro e conferências logo de seguida. O P. foi passear por Barcelona e eu fui para o Citilab conhecer os organizadores do evento e os conferencistas. Comecei por assistir à comunicação de Hernán Castillo, criador e produtor de jogos digitais da Revistronic que explicou um pouco da criação do mundo virtual KTK elaborado para a Telefónica. Foi engraçada a exposição pois Hernán Castillo conseguiu estar uma hora em pé a falar sobre os processos de trabalho da empresa que gere, sem mostrar uma única imagem dos jogos feitos nesta, e alertando para a imposição dos departamentos de marketing nas estratégias de jogabilidade potenciadas nos jogos. Referiu ainda a necessidade de se construírem melhores ambientes e avatares tendo em consideração máquinas mais fracas para o processamento dos mundos virtuais.

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Seguiu-se a participação de Carlos G. Tárdon, psicólogo e coordenador da iniciativa People & Videogames, que fez uma exposição bastante interessante sobre o problema da identidade, dos papéis sociais e da adição nos jogos digitais. Penso que, por vezes, apresentou algumas noções algo simplificadas, nomeadamente a explicitação do que é um videojogo assim como rapidamente arrumou uma plataforma como o Second Life afirmando: “o Second Life não é um jogo.” Penso que esta interpretação depois de uma década de game studies é complexa mas percebo que esse não era o enfoque na comunicação. De resto, referiu casos de adição, como o de uma criança de 12 anos no jogo Ogame e o caso de um miúdo alemão visível num vídeo do YouTube. Carlos G. Tárdon referiu ainda alguns problemas relacionados com a forma como o sistema de controlo do jogo pode potenciar o mecanismo de aprendizagem mas também pode despoletar um sistema de procura constante de dispositivos de recompensa o que se pode transformar num problema. Para Tárdon: “Não existe mais nenhum artefacto cultural que reforce o sistema de recompensa de forma tão sintomática.“

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A tarde no Citilab começou com a comunicação de Rachel Jacobs, “Using Your Heart as a Joystick”, onde a artista mostrou as plataformas para múltiplos participantes que tiram partido do batimento cardíaco dos jogadores. O projecto Heartlands da Active Ingredients, empresa artística especializada em meios interactivos, pode ser resumido nestes termos: “people who play Heartlands are encouraged to adopt a healthier lifestyle. Working in conjunction with the London Sports Institute, the game is based on discovering and working with your optimum heartbeat”. As regras do jogo são simples: se o ritmo cardíaco do participante da experiência muda altera-se a visualização da paisagem no jogo e enquanto o jogador caminha a uma velocidade saudável vai acumulando pontos. Para saber mais sobre este projecto aqui e aqui. Outros trabalhos referenciados nesta comunicação de Rachel Jacobs foram Love City e The Dark Forest, este último para o IV Mobilefest que decorre em Setembro de 2009 em São Paulo, um trabalho que reúne “tecnologias móveis e sensoriais que mapeiam florestas”. Em The Dark Forest, um Mobile Locative Game, sensores ajudam os participantes a sentir a floresta numa tentativa de transformar a vida numa experiência jogável. Mais informações aqui.

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No final do dia, Joan Leandre, membro dos arquivos OVNI (Observatório de Vídeo Não Identificado) desde 1994 e artista (Retro You, Velvet Strick, entre outros), apresentou algumas das suas inquietações sobre a tendência militarista dos jogos digitais que tomam como ponto de partida a realidade. A partir dos títulos kumawar.com, Americas Army Game e Full Spectrum Warrior, jogos baseados em aspectos bélicos do mundo real, o artista extrapolou sobre o momento actual e a forma como as conexões existentes entre a indústria de videojogos e entretenimento e os militares podem ser sintomáticas de um mundo em estado de crise. Assim, numa versão algo catastrofista, o treino e a propaganda militar são vistos não como árvores no meio da floresta mas antes como a floresta em si. Penso que esta perspectiva crítica, algo generalista, esquece todo um conjunto de outras experiências que estão em paralelo a acontecer no abrangente mundo dos jogos digitais. Foi, no entanto, um privilégio poder seguir a sua reflexão sobre a necessidade de impor limites àquilo que é produzido na indústria de videojogos. Todos os presentes receberam de Joan Leandre o CD Archivos Babilónia, The War Room (2005) e o catálogo Rhizomes, OVNI 2009. A explorar!

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Na sexta-feira fomos jantar a uma pizzaria bastante boa de nome Tagliatella, com uma salada e uma massa deliciosa. O dia seguinte, 23 de Maio, começou cedo. Depois de um pequeno-almoço ligeiro lá fui até ao Citilab debitar os meus sessenta minutos de fama em “Identities in continuum, how players perceive the games they are playing”. Estava calma e a verdade é que não podia ter tido melhor recepção. Fiquei mesmo contente pela forma calorosa como depois percebi que tinham sido recebidas as minhas ideias sobre género e videojogos, os alternate reality games apresentados levantaram imensas questões e o debate surgiu de forma informal. Ambos os comissários, Alberto Tognazzi (Public Frame) e Flavio Escribano (Arsgames.net), me felicitaram pela apresentação e fui logo de seguida filmada numa entrevista. Que satisfação! Acho que não podia ter corrido melhor e ao almoço soube-me muito bem beber uma Moritz na esplanada do Museu da Àgua, um espaço bastante interessante.

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De seguida, Michael Liebe da Universidade de Potsdam na Alemanha, fez uma comunicação, “The Avatar as Variance of Self”, bastante interessante na área dos game studies. O responsável pelo Festival Amaze apresentou projectos como o Follow Me (1998) de Miltos Manetas para avançar algumas ideias sobre a dependência que o jogador tem do seu avatar e a forma como é impossível haver identificação com este, como acontece no caso do cinema e das personagens presentes no ecrã cinematográfico, pois o avatar não é um “outro” mas antes o reflexo das acções do jogador. Neste contexto, considerou-se que não nos identificamos com o avatar pois normalmente identificamo-nos com as acções de outras pessoas e não com as nossas próprias acções. Para Michael Liebe, existem diferentes níveis de imersão e o investigador alemão referenciou Merleau-Ponty, Roger Callois, Jesper Juul (sobre o espaço do tabuleiro de jogo como um círculo mágico) como referências evidentes no estudo da percepção e da narrativa lúdica, falou ainda sobre machinima, modding e formas de manipulação do espaço nos jogos digitais.

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À tarde, Felipe G. Gil (ZEMOS98) iniciou a sua comunicação com uma partida de ténis na Wii com Flavio Escribano (Arsgames.net). A performance teve bastante piada e foi um preâmbulo a uma reflexão interessante sobre os desafios à educação em tempo-real, potenciados pelas tecnologias da informação e pelos media participativos. De acordo com Felipe G. Gil, neste momento as teorias estão mais atrasadas do que as coisas que fazemos e, neste sentido, dedicamos pouco tempo a pensar sobre as nossas acções. Citando Fran Ilich, Gil considerou que o futuro passa pela nossa capacidade de nos desconectarmos temporariamente e pela ideia de que todos estamos a aprender. O momento máximo da apresentação foi a história que Felipe G. Gil contou acerca da introdução do twitter na sua família e como a mãe dele (Masus) tem hoje uma vasta lista de seguidores depois de ter recebido formação do próprio filho no último Natal. Momento maravilhoso.

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As conferências terminaram com a esperada intervenção de Rebecca Cannon, curadora dos projectos Select Parks e ArtaBase. Uma comunicação diversificada sobre as identidades em trânsito, fluidas e mediadas da cultura digital. A artista australiana mostrou alguns projectos surpreendentes como o Kill Yourself Game, um jogo Second Person concebido pela própria, ou o Tag City Play for Real Players da Ludic Society, um ambiente lúdico que condiciona o jogador a fazer um implante para poder jogar. No site deste projecto podemos perceber a dimensão do mesmo: “tagging the city” é um jogo persistente para ser jogado pela cidade a partir de dispositivos de computação ubíquos e móveis.” Neste estranho jogo, não existem regras fixas e o mesmo tem como objectivo colocar, encontrar e reescrever assinaturas sem nenhuma informação. Vale a pena explorar o vídeo de apresentação deste projecto apresentado por Rebecca Cannon no encontro Mobile Cells no Citilab aqui.

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Na noite de Sábado fomos todos jantar a uma ”bodega” inacreditável no centro antigo de Cornellà, um evento organizado pela Maria José Solé, um lugar escondido e de acesso difícil que se revelou mágico e onde provámos bons vinhos e “cava” de produção local. Uma noite muito interessante onde todos pudemos descontrair e conversar. Domingo o P. apanhou o avião logo cedo e eu, que só tinha bilhete para as oito da noite, ainda tive um atraso de quase duas horas no aeroporto. À tarde tomei um café na companhia de Michael Liebe e de Flavio Escribano. Estava exausta mas muito leve e com a sensação que a viagem não podia ter sido mais interessante. O espaço do Citilab é excelente, as pessoas da organização foram todas, sem excepção, muito profissionais e empenhadas.

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Os meus sinceros agradecimentos a Flavio Escribano e a Alberto Tognazzi por me terem convidado para o evento, a Maria José Solé por ter tratado de todos os procedimentos relacionados com a viagem e com o hotel, pelo fantástico jantar de sábado e pela simpatia com que me recebeu no Citilab e, finalmente, à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias pela integração no projecto Infomedia.

May 16th, 2009

MOBILE CELLS, JORNADAS CON CREADORES DE JUEGOS PARA MÓVILES E IDENTIDAD DIGITAL_CITILAB_CORNELLÀ_BARCELONA

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No Seguimento da minha comunicação em Buenos Aires e do paper seleccionado pelo Medialab Prado, já disponível em inglês e em espanhol aqui, recebi o convite para ir dar uma conferência de 60 minutos ao Citilab Cornellà, Barcelona. O espaço podem apreciar nesta visita virtual e o encontro também já tem site próprio (aqui) e é subordinado ao tema “Mobile Cells, Jornadas com creadores de juegos para móviles y identidad digital”. Ainda estou à espera do bilhete de avião mas em princípio parto já dia 21 de Maio, quinta-feira. A minha apresentação é dia 23 de Maio, Sábado, às 10h30 da manhã, e tem como título “Identities in continuum, how players perceive the games they are playing”. O resumo é o seguinte: “Taking into account the project Infomedia, Information Acquisition in New Media, the presentation will explore complex relations between the player and the cybernetic system with which it relates through gameplay, the application of tactics and strategies used by participants. Player’s bodily and spatial experience can be useful to our understanding of simulation experiences. Regular players may suffer from tendinitis, muscle and skin problems but they will persist playing their stories in a continnum of experimental, fluid and mutant identity.” Mais informações sobre o projecto Infomedia aqui.

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March 29th, 2009

SOPCOM E LUSOCOM_ULHT_CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO_14 A 18 DE ABRIL 09

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No Dia 15 de Abril de 2009, quarta-feira, vou dar uma comunicação, “Histórias Implosivas, acção e narração na ficção dos jogos de realidade alternativa”, no âmbito do encontro 8º LUSOCOM, comunicação, espaço global e lusofonia, mesa de comunicação audiovisual e multimédia, coordenada por Célia Quico e Xosé Soengas. Infelizmente é entre as 9 e as 10 horas da manhã, uma hora em que devo estar muito rabugenta, hehehe. No dia seguinte, 16 de Abril, quinta-feira, estarei a co-coordenar, em parceria com Maria Teresa Cruz, três mesas de Estética, Arte e Design, no âmbito do 6º SOPCOM, sociedade dos media, política e tecnologia. Os dois eventos têm lugar na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias em Lisboa entre 14 e 18 de Abril e o programa pode ser consultado aqui.

January 24th, 2009

PLAYABLE_NET-ART_ALTERNATIVE GAMES!

Posted by mouseland in mouse conf., cibercultura, game art

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Logo no início desta semana recebi a notícia. Seleccionaram o meu paper, “Action! Playable media and persistent games for the creation of on-line alternative realities and cross narratives (Cooperation versus Competition)”, para o encontro 3rd Inclusiva-net Meeting: NET.ART (SECOND EPOCH). The Evolution of Artistic Creation in the Net-system que vai decorrer no início de Março em Buenos Aires. O evento é organizado pelo Medialab Prado e terá lugar no Centro Cultural de Espanha na capital Argentina e o mais interessante é que o texto, que faz uma reflexão extensa sobre o meu actual foco de interesse, ou seja, os media “jogáveis” e a forma como se podem conceber sistemas on-line que estimulem, no seu game design, a cooperação e a competição, foi seleccionado entre quarenta. Depois da recensão da literatura e da apresentação de alguns projectos lúdicos que contextualizam o trabalho de investigação proposto apresenta-se o jogo Joga Outra Vez, criado em 2005 para e-mail, e que contou com a colaboração de aproximadamente 20 participantes; a instalação O Jogo ou Dilema do Prisioneiro, apresentado há aproximadamente um ano em Espanha no âmbito do Festival Interparla; e, finalmente, o blogue Mouseland. Depois da comunicação, onde tenho trinta minutos para expor as minhas ideias e mais 10 minutos para o debate subsequente, os textos vão ser publicados on-line no site do Medialab Prado. Aguardo o bilhete de avião a qualquer momento e, como é a segunda vez que irei a Buenos Aires, espero poder explorar lugares que da outra vez, algures no Verão de 2003, não tive oportunidade de conhecer. Mais informações aqui.

April 7th, 2008

GAMEDESIGN_SEIS SÁBIOS E UM ELEFANTE

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No dia 10 de Abril, quinta-feira próxima, vou apresentar a comunicação “Gamedesign_seis sábios e um elefante_a jogabilidade como uma narração emergente” às 18h00 no auditório Pessoa Vaz da Universidade Lusófona de Lisboa (Campo Grande). Este seminário é aberto ao público e terá aproximadamente a duração de uma hora.

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March 26th, 2008

BANG_FESTIVAL DE ARTES DIGITAIS_FBAUL_LISBOA ABRIL 08

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Inaugura já amanhã o Bang, Festival de Artes Digitais da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa que vai decorrer durante o mês de Abril em inúmeros locais da cidade. O programa do evento conta com a inauguração de exposições, algumas conferências (3, 4 e 11 de Abril), workshops de software e concertos que podem ser consultados on-line aqui. Passem por lá!

No âmbito deste festival vou apresentar, no dia 3 de Abril às 15h30 (confirmar dia e hora no site do festival pois está sujeito a alterações), a comunicação “jogabilidade emergente, artefactos complexos e narrativas lúdicas” onde se argumenta que os jogos digitais têm o potencial de desenvolver e contar histórias através de uma narração sensorial que se desenrola on the fly por via do agenciamento de múltiplos participantes no circulo mágico ou tabuleiro de jogo. Estes artefactos trabalham para esclarecer o envolvimento que temos com outros media como a televisão, o cinema e a música e exploram relações e sentidos de interacção, desenvolvem novos contextos de comunicação e geram, por via da simulação e do mecanismo cibernético, narrativas emergentes. Para compreender a complexidade da experiência lúdica temos que ter em consideração inúmeros factores: culturais, industriais, tecnológicos e sociais bem como a experiência incorporada dos participantes destes sistemas.

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