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September 7th, 2009

THE FINNISH MUSEUM OF PHOTOGRAPHY_HELSINQUIA_AGOSTO 09

Posted by mouseland in arte e design, exposições, teatro, viagens

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No The Finnish Museum of Photography, que comemora este ano quarenta anos, tive oportunidade de apreciar a enigmática instalação de Santeri Tuori, Forest de 2009, uma obra que combina, em diferentes tempos (uma imagem é tirada no Inverno e outra no Verão) duas projecções provenientes de imagens recolhidas na ilha filandesa Kökar. A imagem estática é uma fotografia a preto e branco onde é projectada uma imagem em vídeo (slow motion), a cores. A sensação é fantasmagórica e sugere o efeito do vento sobre a imagem estática. No site da Galerie Anhava podemos ler: “Tuori’s work can be seen in relation to tradition of landscape painting. But comparing to conventional two dimensional still image, Tuori aims to create an illusion of stepping into a forest. Viewer is surrounded by lifesize trees moving and sounds that strengthen the sense of physical experience. The soundscape imitates actual sound in a forest as the viewer has feeling of sensing something distant and at the same time something that comes very close. One can hear noises of blowing wind. Forest (Reddish) challenges the possibility of picturing nature on a flat surface by using form that appeals not only to sight/seeing. Tuori’s representation of nature also changes continuously. Trees move back and forth as if refusing to be captured in a single image. Power of the work is enhanced by the dramatic movement of the branches”. Mais informações aqui.

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Na mesma exposição vi a fotografia Emre’s Umbrella de Elina Brotherus, filandesa nascida em 1972 em Helsínquia. Esta fotografia remete-nos para uma narrativa sobre o chapéu-de-chuva que a artista recebeu da jovem curadora, de nome Emre, da exposição que inaugurou em Instambul. Na noite da inauguração da exposição, porque de repente começou a chover, Emre saiu à rua para comprar um chápeu-de-chuva barato para Elina Brotherus e, na fotografia, podemos ver a artista com esse objecto. No The Finnish Museum of Photography vi ainda outras obras de Elina Brotherus assim como o vídeo Tango Lesson de Elina Saloranta: “Elina Saloranta’s videowork Tango Lesson was shot at a dance practice. The camera concentrates on the dancers’ upper bodies: their chests, shoulders and arms. To our surprise, the picture reveals that the woman is pregnant. The soundtrack has been made from the viewpoint of the child in the womb. The source for this is research data on the sounds heard by a foetus. Tango Lesson is an attempt to imagine how a child in the womb experiences dance. Another theme that emerges is the relationship between art and empirical science.” Mais informações aqui. No mesmo museu encontrei os bonecos (esculturas) de Rainer Kaunisto ali apresentados como referência ao TeatteriMuseo no andar de cima.

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November 1st, 2007

MARCEL.LI ANTÚNEZ_ZDB

Posted by mouseland in arte e design, enigmas, teatro

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Marcel.Li Antúnez vai estar em Portugal, sexta-feira e sábado, 2 e 3 de Novembro, para actuar na performance Protomembrana. Um espectáculo a não perder na galeria zdb. Segundo o e-mail de divulgação: “Protomembrana é a primeira parte de um projecto mais amplo, Hipermembrana. Este projecto inclui a lição Protomembrana, que actua como introdução teórica, a performance Membrana, actualmente em processo de produção e a instalação Axó (título provisório). Um projecto que definirá uma linha de trabalho de criação continuada até ao ano 2008”.

De acordo com o texto disponível no site de Marcel.Li Antúnez: “Protomembrana é uma lição “mecatrónica”*, em formato performance, para um “dreskeleton”, um ambiente audiovisual interactivo e diferentes interfaces dinâmicas. O argumento de Protomembrana é uma lição teórica sobre a Sistematurgia, literalmente dramaturgia dos sistemas computacionais, que serve para tecer, em modo de novela latina, uma narração cheia de fábulas. A performance utiliza, para além da narração verbal, a animação gráfica, a música e a iluminação. Todos estes elementos cénicos são tratados como elementos interactivos controlados através de distintas interfaces. Formalmente, a acção desenrola-se num grande ecrã, diante do qual se situa Marcel.Li Antúnez vestido com um “dreskeleton”, ao lado de uma mesa de controlos com vários computadores. A narração estrutura-se em 4 capítulos: 1- Introdução ou a História de Martín; 2- As Interfaces ou a História do Gesto; 3- A Computação ou Lúcia e o gato; 4- O Medium ou as cinco membranas”. Mais informações aqui.

*Mecatrónica é uma disciplina integradora que utiliza as tecnologias da mecânica, electrónica e tecnologias da informação para nos fornecer produtos, processos e sistemas melhorados.

October 24th, 2007

“O REI VAI NU”_ A PARTIR DE 27 DE OUTUBRO NA CASA DE TEATRO DE SINTRA

Posted by mouseland in divulgação, teatro

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“Num país muito bonito onde as crianças cresciam saudáveis…onde a família real era feliz… tinha um filho muito querido… e quando do seu aniversário ofereceram-lhe um fato real, com manto e tudo. O pequeno príncipe ficou tão fascinado com o presente que a partir daquele momento só queria como presentes fatos novos. Mais tarde, já rei,… (…)” Um espectáculo de marionetas para crianças e adultos baseado num conto de Hans Christian Andersen que estará em cena na Casa de Teatro de Sintra aos sábados e domingos às 16 horas até 16 de Dezembro de 2007. Mais informações aqui.

May 17th, 2007

“CASA DE BONECAS”_IBSEN EM SINTRA

Posted by mouseland in divulgação, ciberfeminismo, teatro

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Estreia amanhã, dia 18 de Maio, a peça “Casa de Bonecas” encenada por João de Mello Alvim na Casa Teatro de Sintra. A peça está patente ao público até ao dia 24 de Junho e promete uma viagem pela vida doméstica de Nora, uma mulher que se transforma progressivamente consoante a história progride. Depois de uma briga com o marido esta “mulher boneca” sofre uma metamorfose e abandona a ordem paterna, primeiro representada pelo pai depois pelo marido. Henrik Ibsen (1828-1906) é um clássico dramaturgo norueguês e esta peça, a partir de amanhã em cena, é um bom exemplo de uma dramaturgia que causou escândalo na época em que foi criada. De forma realista a obra de Ibsen critica e questiona a sociedade e os valores morais da família e da propriedade e propõe a libertação da mulher como forma de superação da ordem paterna. O autor influenciou bastante o pintor norueguês Edvard Munch que também considerava que a arte era uma forma activa de lutar contra os valores mais conservadores da sociedade da época. A sala do Museu de Munch em Oslo dedicada a Ibsen é muito interessante e mostra bem como Ibsen influenciou o pintor de forma estrutural. O ano passado, 2006, comemoraram-se os cem anos da morte de Ibsen e este é um bom momento para em Portugal revisitar o autor. Não percam! Para mais informações consultar o site do Centro de Difusão Cultural em Sintra (chão de oliva) e que os actores, Cristina Basílio, Pedro Cardoso, Nuno Correia Pinto, Sofia Borges, Hugo Amaro, Cláudia Faria e Emília Filipe, “partam uma perna” na noite de estreia.

February 26th, 2007

MOBY DICK EM CENA NO TEATRO SÃO LUIZ

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Moby Dick de Herman Melville está em cena até ao dia 3 de Março no Teatro São Luiz em Lisboa. Vale mesmo a pena ver e ouvir a história do capitão Ahab e da sua obsessão pelo cachalote branco, Moby Dick. As aventuras de Ismael no alto mar são acompanhadas por uma cenografia minimal, essencial talvez seja a palavra, de João Mendes Ribeiro. A iluminação e a banda sonora dão uma intensidade aos diálogos e aos cantares dos marinheiros do elenco que é recheado de excelentes actores e apenas uma actriz (Maria Rueff, a narradora). Deste elenco fazem parte Miguel Guilherme (capitão Ahab), Graciano Dias (Ismael), Miguel Borges, Ricardo Aibéo, José Airosa, João Barbosa, Milton Lopes e a inconfundível voz de Rui Morisson (aqui como capitão de outro navio). O espectáculo foi encenado por António Pires com adaptação de Maria João Cruz e foi para mim uma boa surpresa.